sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Namorados para Sempre e 500 Dias com Ela

Mensagens semelhantes, auras diferentes.

Namorados para Sempre (Blue Valentine) e 500 Dias com Ela ((500) Days of Summer) não possuem apenas a mensagem em comum, mas também a forma não linear pela qual ambas as histórias são contadas.
Namorados para Sempre
Em Namorados para Sempre, do diretor Derek Cianfrance, somos apresentados logo de início a um casal cuja relação já atingiu o ápice e já se desgastou. Dean (Ryan Gosling) e Cindy (Michelle Williams) parecem se esforçar para manter o já insustentável. Intercalado com essas cenas depressivas que revelam o cansaço das personagens diante dessa situação, vemos cenas que remontam ao início do namoro, quando, embora houvesse dificuldades e tristeza, imperava uma paixão entre os protagonistas.

O título nacional, criticado por alguns, na verdade possui sim sua qualidade. Refere-se à ingênua ideia, trazida no início de toda relação e no calor das recíprocas idealizações, de que aquilo durará para sempre.

Namorados para Sempre

500 Dias com Ela
Já em 500 Dias com Ela seguimos a história de Tom (Joseph Gordon-Levitt) e Summer (Zooey Deschanel). De início percebe-se a receita tradicional na qual o garoto se apaixona pela garota e os dois acabam ficando juntos, mas logo percebemos que não se trata de apenas mais um produto genérico vomitado para o público. O diretor, Marc Webb, se utiliza de diversos meios para transmitir o estado de espírito das personagens, recorrendo até mesmo a uma cena musical e a animações e efeitos interessantíssimos e singulares. A fotografia acompanha o ânimo daqueles que estão na tela, adequando-se de forma bela às transições.

Vemos nos dois filmes a felicidade e a tristeza, a paixão e a desilusão e, no final, ambos se mostram maduros e reais em sua essência. Os dois casais se separam no desfecho e não existe uma força que os uma novamente para o “final feliz” típico dos romances. Enquanto que em Namorados para Sempre existe em praticamente todos os momentos uma aura depressiva, em 500 Dias com Ela a coisa é mais bipolar e conseguimos rir e, para os mais (bem mais) sensíveis, chorar.

4 comentários:

  1. Muito bom, bela analise. Os dois filmes fogem do padrão de romance Holiudiano, porem mesmo assim são muito bons.

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    1. Obrigado. Eles se distanciarem daquele padrão batido de hollywood faz com que se tornem ainda melhores. Filmes singulares e muito bons.

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  2. Ainda pretendo ver "500 Dias com Ela"...

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